Após a Pandemia de Covid-19, o mundo ficou diferente, as pessoas passaram a temer o ar. Afinal, respirar, dependendo de onde estivesse, era possível encontrar a morte. A casa era o local mais habitado, era a hora de achar aquele objeto perdido, havia tempo, agora. Quem estava em casa, tinha livros para ler e tintas para pintar, criou muita coisa. Um arsenal pessoal. Quantos livros foram retirados da estante, quantos papéis receberam cores e formas... Quantos casais tiveram que aprender a conversar, quantos programas vistos na tevê, o celular passou a ser o companheiro de muita gente, grupos de família no WhatsApp, trouxeram a "união" entre seus membros que há muito tempo não se falavam, nem se viam. De repente, surgiu a necessidade de se fazer presente e estar presente, mesmo que distantes. Era a solidão, esguia e forte batendo na porta. E, assim como a Covid, não era bem vinda. Aprendeu-se um pouco com essa Pandemia. E uma das maiores aprendizagens é que amar faz falta, amigos fazem falta, olho no olho faz falta e quem não soube usar a tecnologia e não tinha formas de se comunicar, e não tinha pessoas por perto, perdeu a vida para a solidão, quis morrer e não se esforçou para continuar, perdeu a esperança de dias melhores. Dois anos enfrentando uma guerra que ninguém sabia quando teria fim e que quando terminasse, as feridas não teriam cicatrizado. E não cicatrizou até hoje para muita gente.
Em 2024, ano do Dragão de Madeira, no Horóscopo Chinês, espera-se muitas coisas boas. Que as guerras acabem, que os sonhos possam ser realizados, que as tecnologias sejam inovadoras a ponto de abraçar e trazer só notícias boas. Que as doenças encontrem suas curas e que a felicidade bata à porta com muita força e entre para ficar.
Que venha arte, a música, a literatura, que livrarias sejam inauguradas nas esquinas de suas ruas e que lá dentro, tenham muito boas histórias!
Feliz Ano Novo!

Nenhum comentário:
Postar um comentário